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Brighter lighting

Uma iluminação mais brilhante não é necessariamente melhor

 

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Uma iluminação mais brilhante não é necessariamente melhor

Existe uma correlação entre a menor fadiga visual e a precisão do diagnóstico
[1], desempenho[2] e segurança[3]. Esses problemas visuais podem colocar em risco os cirurgiões e seus pacientes[4].

Reduzindo o impacto da fadiga visual na sala cirúrgica

A maioria das pessoas apresentou sintomas de fadiga visual: dor nos olhos, coceira ou secura. Às vezes, nosso corpo compensa produzindo lágrimas em excesso, causando deficiência visual.

Mas a tensão ocular também pode desencadear uma cascata de fadiga corporal. Em condições visuais precárias, a postura humana fica tensa. Vemos isso diariamente nos ombros curvados e na posição inclinada dos usuários de laptops e celulares. As mudanças posturais causadas pela fadiga visual podem resultar em até três vezes mais tensão musculoesquelética. [4] Essa má postura leva à fadiga corporal geral, que está correlacionada com o aumento de erros.[2],[3],[5]

Medir o impacto da fadiga visual

Em 2015, o Dr. Patrice Peyrat, cirurgião geral do Centro de Câncer Léon Bérard (CLB) em Lyon, na França, começou a estudar formas de minimizar o impacto da fadiga visual na sala cirúrgica.

A resposta seria uma iluminação mais brilhante, ou a solução exigiria uma iluminação melhor? Ele começou a conversar com Jean-Pierre Breysse, Diretor Sênior de Estratégia de Marketing/Gerenciamento de Produtos da Getinge, que estava interessado em explorar como a função LMD da família de iluminação PowerLED melhorava o conforto visual.

Nosso conhecimento sobre o assunto era limitado. Precisávamos envolver profissionais da visão.

O que é fadiga visual e como pode ser avaliada?

O primeiro passo foi entender a noção de fadiga visual: o que era, e como poderia ser avaliada? 

“O nosso conhecimento sobre o assunto era limitado”, disse o Dr. Peyrat. “Precisávamos envolver profissionais da visão”. Ele entrou em contato com a Escola Lyon de Ortóptica da Universidade Lyon 1 Claude Bernard e estabeleceu uma colaboração entre a escola e o centro CLB. Os alunos de ortóptica contribuíram com suas ideias e conhecimentos durante um período de três anos, culminando em uma tese final; o Dr. Peyrat supervisionou o estágio.

“Em 2016... estruturamos as condições para a realização dos testes e avaliação de sua relevância", explica o Dr. Peyrat. Os participantes do estudo seriam avaliados antes e imediatamente após os procedimentos de laparotomia, com duração de pelo menos três horas. 

A série de testes levou cerca de 10 minutos e incluía:

  • Um teste Serret para identificar a sensibilidade do contraste
  • Uso da asa de Maddox para medir a foria (desalinhamento dos olhos), um teste dos músculos oculomotores
  • Condução de um teste de vergência prismática usando uma barra de prismas Berens para avaliar o desalinhamento ocular
  • Ponto próximo de acomodação (PPA) em divergência ou convergência
  • Um teste de acomodação, em que o sujeito alterna entre a visão de longe e de perto para medir a capacidade do olho de focalizar e refocalizar rapidamente

Os sujeitos foram observados em três condições diferentes de iluminação: baixa, média e alta intensidade. Uma diferença significativa foi encontrada entre os sujeitos testados e os controles para PPA e vergência prismática.

Os resultados foram publicados em um pôster no Congrès de l'Association Française de Chirurgie (Congresso da Associação Francesa de Cirurgia) em setembro de 2018.

Mais brilhante não é melhor para evitar a fadiga visual

O Dr. Peyrat e sua equipe descobriram que a fadiga visual poderia ser minimizada pela limitação dos contrastes de luminância que um cirurgião experimenta durante um procedimento. Luminância é a luz emitida ou refletida pela cavidade. Na cirurgia, os tecidos profundos e o sangramento podem ter uma aparência escura, enquanto as superfícies refletidas de ferramentas cirúrgicas podem aparecer repentinamente e com muito brilho. Essas variações excessivas da luminosidade prejudicam a habilidade e o conforto do cirurgião.

A equipe do Dr. Peyrat sugere que seja mantida uma luz ambiente significativa e nunca se realize cirurgia em uma sala escura. Mais luz natural é melhor para reduzir a fadiga.

Maneiras de reduzir a fadiga visual

  1. Inicie o procedimento na configuração de iluminação mais baixa possível, e aumente gradualmente a intensidade conforme o campo ficar mais profundo e escuro.

  2. Evite se concentrar muito no ponto mais brilhante da iluminação.

  3. Tenha cuidado ao usar vários focos, para evitar a superexposição do campo cirúrgico. Os níveis de iluminação de dois ou mais focos são somados para medir a intensidade.

  4. Minimize contrastes fortes entre o campo cirúrgico e a iluminação ambiente da sala.

Mais informações sobre iluminação cirúrgica

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Todas as referências

  1. Hemphälä H, Johansson G, Odenrick P, Åkerman K, Larsson PA. Lighting Recommendations in Operating Theatres. Proceedings of the 17th World Congress on Ergonomics 2009. 2009.

  2. Kato Y, Endo H, Kizuka T. Mental fatigue and impaired response processes: event-related brain potentials in a Go/NoGo task. Int J Psychophysiol. 2009 May;72(2):204-11.

  3. Patterson PD, et al. Association between poor sleep, fatigue, and safety outcomes in emergency medical services providers. Prehosp Emerg Care. 2012 Jan-Mar;16(1):86-97.

  4. Hemphälä H, Johansson G, Odenrick P, Åkerman K, Larsson PA. Lighting Recommendations in Operating Theatres. Proceedings of the 17th World Congress on Ergonomics 2009. 2009.

  5. Barker LM, Nussbaum MA. Fatigue, performance and the work environment: a survey of registered nurses. J Adv Nurs. 2011 Jun;67(6):1370-82.